Artesãos baianos tiveram a oportunidade de negociar suas peças diretamente com empresários de diversos estados brasileiros em mais uma edição da Rodada de Negócios, encerrada na última sexta-feira (29), em Salvador.
Fruto da parceria entre o Instituto Mauá e o Sebrae/BA, o evento criado em 2008 se consolidou como oportunidade de firmar outras boas parcerias, gerar renda e garantir maior visibilidade à produção local.
Os artesãos baianos não têm a disponibilidade de buscar parcerias em outros estados. Então, a Rodada de Negócios traz esses compradores até eles e possibilita a abertura e o acesso a novos mercados, afirmou a diretora-geral do Mauá, Emília Almeida.
Em sua quarta edição, o evento reuniu 27 empresas e 29 artesãos, entre associações, cooperativas e empreendedores individuais, durante dois dias dedicados à comercialização.
Faz muita diferença, porque entramos em contato com o lojista, sem ter mais o atravessador. Então, a gente vê o gosto do lojista, que lida diretamente com o consumidor e passa pra gente muitas ideias do que o mercado está precisando, disse a artesã Josélia Maria dos Santos, da Associação de Cultura e Arte (Cultuarte), que garantiu encomendas para São Paulo, Brasília, Rio Grande do Norte e Alagoas.
As encomendas são o grande diferencial da Rodada de Negócios. Mesmo que a gente não feche o negócio no momento, isso não quer dizer que, no futuro, não vá fazer. Eu, por exemplo, tenho uma cliente potiguar para quem vendo desde a minha primeira Rodada, declarou a artesã Carolina Leão, que, além do Rio Grande do Norte, fechou negócios com empresários de Salvador, Brasília e São Paulo.
Para o presidente da Associação de Auxílio Mútuo dos Oleiros de Maragojipinho, Denisval de Souza, a Rodada de Negócios também serviu para divulgar mais o trabalho. Nossas peças foram bem aceitas. Temos encomendas para São Paulo e Brasília e o próximo passo é enviar o catálogo virtual para que os compradores escolham as peças e a quantidade.
Avaliação simultânea dos produtos
Os próprios empresários reconhecem a vantagem do evento. Você ganha muito tempo. Tem uma avaliação simultânea dos produtos similares e também a oportunidade de conhecer novos produtos, constituir novos parceiros, e, a partir daí, aqueles que forem aprovados no mercado vão ter continuidade, explicou José Cavalcante, dono de uma loja de artesanato e decoração em Alagoas.
A lojista do Rio Grande do Norte, Maria Zilma de Medeiros, complementou: Já é a minha terceira Rodada e sempre participo levando coisas novas.
De 2008 até agora, o evento cresceu em participação, tanto de artesãos quanto de compradores. O que a gente percebe, das versões anteriores para essa agora, é o fortalecimento do protagonismo dos artesãos. Estamos dando mais autonomia para eles tomarem as decisões e entenderem que são os empreendedores desse negócio, disse a integrante da equipe de Supervisão da Economia Criativa do Sebrae/BA, Luciana Santana.
A parceria com o Mauá também foi ressaltada. As nossas ações são de complementaridade. O Mauá entra com alguns programas e capacitações, e o Sebrae faz a complementaridade com ações de empreendedorismo e de gestão. E o esforço desses dois organismos é que dá esse resultado mais completo para o artesão, afirmou Luciana.

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