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| Marcos Santarrita. |
O jornalista, escritor e tradutor Marcos Santarrita, nascido em Aracaju e criado em Itajuípe, morreu na madrugada de quarta-feira (5), em seu apartamento, na avenida Nossa Senhora de Copacabana, Rio de Janeiro, vítima de complicações pulmonares. O escritor, que publicou mais de uma dezena de títulos, entre contos e romances, morreu após completar 70 anos (nasceu a 16 de agosto de 1941).
Marcos Santarrita começou a carreira com publicações de contos n´ATarde, Jornal da Bahia e Diário de Notícias, em Salvador. A vocação para a literatura, segundo ele conta em O que tinha de ser (Imago-Fundação Cultural do Estado da Bahia/2000), fora “descoberta” anos antes pelo professor de português Pedro Lima, no Instituto Municipal de Educação (IME), de Ilhéus, onde o escritor fez o curso científico.
Após o trabalho em Salvador, Santarrita transferiu-se para o Rio de Janeiro, passando a atuar nas principais órgãos de imprensa da época: os jornais O Globo, Jornal do Brasil e Última Hora, além da revista Fatos e Fotos. Em São Paulo, colaborou com a Folha e com a revista IstoÉ.
Tradutor dos mais respeitados do país, Santarrita verteu para o português mais de uma centena de obras, de autores e estilos diversos, como H.G. Wells, Henry James, Alexandre Dumas, Eric Hobsbawm, Dashiell Hammett e a autobiografia do trompetista Miles Davis. Foi duas vezes premiado pela Academia Brasileira de Letras: como ficcionista, em 2001 – com Mares do sul (que fala de duas rebeliões de escravos na Ilhéus do século XVIII – e como tradutor – pelo conjunto da obra. em 2004. Recebeu também o prêmio do Pen Clube do Brasil, como prosador.(Pimenta Blog)

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