segunda-feira, 22 de agosto de 2011

APLB DEBATE BAIRRO DA BOLÍVIA COM A COMUNIDADE



No último domingo(21) a APLB Sindicato – Costa do Dendê realizou uma plenária com as lideranças do bairro da Bolívia para analisar a situação em que vive a comunidade e a partir daí traçar estratégias dentro um projeto de desenvolvimento com inclusão socioeconômica e sustentabilidade ambiental.
Na abertura, a presidente da APLB, Salete Lucena, destacou que a Bolívia tem muitos pontos positivos, que é um bairro de gente boa e trabalhadora, mas que é visto apenas como um bairro problemático. “É preciso olhar para esse bairro com mais carinho. Pra isso, nosso povo bom da Bolívia deve protagonizar as mudanças. É por isso que estamos aqui: queremos que a APLB contribua com o desenvolvimento humano do bairro a partir da mobilização e organização da comunidade. Essa é a lição que o sindicato nos traz”.
O presidente da CUT-Bahia, Martiniano Costa, ressaltou que o bairro precisa de um documento que mostre as demandas prioritárias a serem atendidas em curto e médio prazo e a convocou a comunidade a reivindicar seus direitos, não mais aceitando medidas e promessas que não correspondem aos anseios da população. “é preciso que as pessoas se unam para dizerem o que querem dos governos e não perguntar o que o governo tem para elas”.
Seu Evaristo Pereira disse: “se cada um viver os problemas isoladamente, nada vai mudar. Juntos somos mais fortes”.Marinaldi Andrade também destacou a necessidade de melhorar a vida do povo da Bolívia a partir da organização das famílias, escolas, comerciantes, lideranças culturais e religiosas. 
Na sede da APLB Sindicato, foram divididos grupos de discussão em  seis eixos temáticos: Segurança e direitos humanos(Cristiane Paula), educação, cultura e lazer(Luana Paula e Edilton Arandiba), saúde(Nadia Ribeiro), juventude(Gilberto Magalhães), habitação e infra-estrutura(Plutarco Drumond) e geração de emprego e renda(Adriano Pereira) para construir a Matriz FOFA, que é o cruzamento em cima das FORÇAS, OPORTUNIDADES, FRAQUEZAS e AMEAÇAS com as quais o bairro terá que lidar. O método pretende saber quais serão os objetivos estratégicos, com menor chance de falha e definir os cenários que definem futuros possíveis.
Seu Miguel, vice-presidente da associação de moradores depôs que “se não nos organizarmos, vamos ficar a vida toda a mercê daqueles políticos que só querem nossos votos e mais nada”.
Participaram também a diretora da DIREC-05, Flordolina Angélica, além de diretores de escolas, professores e lideranças do bairro. Num próximo encontro, moradores do bairro se reunirão novamente para apresentar o projeto de desenvolvimento da Bolívia que será concluído e aprovado em plenária para ser levado às autoridades a nível municipal, estadual e federal.




“Agora, a Bolívia terá um documento formal construído pela comunidade, a partir da vivência dos problemas que aqui existem, que propõe o que a Bolívia realmente precisa. Se os governantes não tem até hoje um projeto para o mais populoso bairro de Valença e não dão a devida atenção para mais de trinta mil pessoas, nós vamos fazer isso”. Salete Lucena, presidente da APLB.

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