sexta-feira, 26 de agosto de 2011

ABERTURA DA 9ª PLENCUT TEM HOMENAGEM A EDUARDO BONFIM E ATIVIDADE CULTURAL

Abertura da 9ª Plencut tem homenagem a Eduardo Bonfim e atividade cultural
Na noite desta quinta-feira, 25, foi realizada a abertura solene da 9ª Plenária Estadual da CUT-BA Eduardo Bonfim, em Salvador, com a presença de inúmeras autoridades políticas e lideranças sindicais dos diversos segmentos urbanos e rurais, dos setores público e privado, com cerca de 300 delegados. O grupo cultural Movimento Popular do Subúrbio fez uma apresentação de dança de rua. Eduardo Bonfim, sindicalista falecido que nomeia o Evento, foi homenageado com um filme e uma placa entregue à viúva Nice Bonfim.
O presidente da CUT-BA, Martiniano Costa, lembrou a trajetória de vida de Eduardo Bonfim e desejou aos presentes uma Plenária rica em debates que possam contribuir para o fortalecimento de um projeto CUT por mais e melhores empregos, por autonomia e liberdade sindical com o fim do imposto sindical, entre outros pontos. “Vamos continuar cumprindo o nosso papel de cobrar as autoridades para que atendam às nossas reivindicações”, disse.
O secretário geral da CUT-BA, Manoel Messias Vale, que é coordenador da 9ª Plencut-BA e membro da coordenação da 13ª Plencut Nacional, enfatizou a importância da Central diante dos desafios enfrentados pelo país. “Temos pessoas de peito e de coragem reunidas neste encontro, vindas de todos os cantos do país para discutir ações corretas e coerentes, fortalecendo a CUT em nível regional e nacional”, colocou.  
Os 28 anos de história de luta da CUT foram destacados pela secretária nacional de Imprensa da CUT, Rosane Bertotti, que considerou positiva a presença de tantas lideranças políticas em níveis estadual e regional na Plenária baiana. “Ainda temos uma dívida social a resgatar, que é a democratização dos meios de comunicação. A grande imprensa não dá o devido destaque às ações da CUT porque para ela não interessa. Mas continuaremos cumprindo o nosso papel e enchendo as ruas com a nossa bandeira e a nossa militância”, enfatizou.
O secretário de Políticas Sociais da CUT-BA, Vladimir Cardoso ressaltou que os trabalhadores urbanos e rurais continuam uma luta que não enfraquece e não diminui mesmo quando governos democráticos e populares assumem o poder. “Temos hoje na Bahia e no Brasil lideranças do campo de esquerda. Mas o nosso papel de luta e de militância continua e tem que ser cada vez mais fortalecido”, disse.
O secretário estadual de Planejamento, Zezéu Ribeiro, fez uma homenagem a Eduardo Bonfim e lembrou sua trajetória de militante do movimento sindical e popular como fundador da CUT e do PT. “Tive a alegria de conhecer Eduardo Bonfim antes mesmo da fundação da CUT e do PT, quando ele buscava melhorias para os moradores do bairro das Cajazeiras, em Salvador. Esse é o espírito de luta que nos fortalece”, disse.
O deputado federal Emiliano José (PT/BA) enfatizou a trajetória vitoriosa da CUT. “Acompanho a luta da CUT no dia a dia. Hoje mesmo, em Brasília, participei de uma reunião com o presidente nacional da Central, Artur Henrique, com a bancada do PT na Câmara Federal, quando Artur cobrou a todos para que acompanhemos as demandas dos trabalhadores, como a redução da jornada de trabalho sem redução de salários e o fim do trabalho escravo, entre tantas outras”, colocou.
A importância de aumentar a visibilidade das ações da CUT, levando a sua militância para as ruas foi colocada pelo deputado federal Nelson Pelegrino (PT/BA). “A CUT precisa manchar as ruas de vermelho, com seus bonés e camisas vermelhas, para fazer frente à ofensiva das outras centrais”, pontuou.
A deputada estadual Maria Del Carmem (PT/BA) saudou os participantes da Plenária e também enfatizou a importância histórica da Central para o país. “Fico emociona participar de um evento como esse, com tantas pessoas que fazem parte de um movimento fundamental para a transformação desse país”, enfatizou.
Na mesma linha, a deputada estadual Fátima Nunes (PT/BA), lembrou o papel importante da CUT e falou sobre seu trabalho junto a comunidades carentes do interior do estado onde ainda não existe acesso à água e energia elétrica. “Na semana passada, fui a uma comunidade muito pobre, para comemorar a chegada da água encanada, com a mesa farta. Agora eles estão esperando pela chegada da luz elétrica. Essa é a realidade que ainda enfrentamos”, ressaltou.
A presidente da Fetraf Brasil, Elisângela Araújo, dirigente nacional da CUT, fez uma homenagem emocionada à líder sindical Eliane Oliveira, que morreu num acidente de carro na semana passada, em Tancredo Neves (BA). “Eliane era secretária nacional de Juventude da Fetraf, uma pessoa na qual apostávamos e que desenvolvia um belíssimo trabalho. Ainda não nos acostumamos com a sua perda, mas estamos certos de que novas lideranças precisam surgir”, disse.
O líder sindical Paulo Riela, lembrou a necessidade de lutar pela re-estatização das empresas que foram privatizadas no Brasil durante o governo FHC e defendeu que a CUT precisa ser firme na discussão sobre a abertura dos aeroportos ao capital privado. “A CUT precisa ampliar ainda o diálogo sobre a retirada das tropas do Haiti, pois não podemos nos calar diante desse absurdo”, alertou.
O dirigente do Sindipetro/BA, Cedro Silva, fez uma saudação aos presentes, destacando que a CUT é de fundamental importância para a construção de um país mais justo e solidário. “Nosso combate é por um país onde haja mais justiça social, com distribuição de renda e mais direitos para os trabalhadores”, falou.
O coordenador do Sintsef/BA, Antônio Capília, fez uma avaliação do momento político atual de crise do capitalismo. “Em 2008, a crise econômica e financeira internacional abalou os Estados Unidos e hoje a mesma crise se alastra para a Grécia e toda a Europa. Nesses momentos de crise vemos que os primeiros chamados a pagar a conta são os trabalhadores, com demissões e retiradas de direitos”, alertou.

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