| O Ministério do Turismo cancelou um empenho (promessa de pagamento futuro) de R$ 12 milhões para o Instituto Brasileiro de Hospedagem (IBH), após revelação do GLOBO, semana passada, de que se tratava de uma organização não governamental sob suspeita de irregularidades.
O projeto cancelado previa gastar, entre outras coisas, R$ 4 milhões (33,3% do total) só com coffee break e lanches para convidados nas aulas inaugurais dos cursos previstos no convênio. Esse montante que seria gasto com cafés e lanches é quatro vezes maior que os R$ 959 mil que o instituto se propôs investir com a contratação de professores.
A ONG é dirigida por César Gonçalves, afastado há três anos dos quadros da Brasiliatur — empresa do governo do Distrito Federal que cuida das ações de turismo — em meio a denúncias de malversação de recursos públicos.
Gonçalves foi exonerado pelo ex-governador José Roberto Arruda, que perdeu o cargo e foi preso sob acusação de corrupção.
O ministério pretendia repassar os R$ 12 milhões ao IBH mesmo sem conhecer exatamente o projeto, que tinha como objetivo final qualificar, à distância e por computador, capitães-porteiros, mensageiros, governantas e gerentes de hotéis de cidades que deverão receber turistas durante a Copa de 2014. Os contratos entre o ministério e o instituto estão sendo investigados pela Controladoria-Geral da União (CGU).(Jailton de Carvalho-O Globo) |
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