Uma importante reunião foi realizada nesta quarta-feira (15) na Câmara de Vereadores de Valença para tratar da ativação do aterro sanitário do município. Convidados pela Secretaria de Meio Ambiente, após solicitação do Conselho de Defesa do Meio Ambiente (Codema), técnicos da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder) e a Secretaria de Meio Ambiente de Valença discutiram uma fórmula de desobstruir o gargalo que impediu até agora o funcionamento do equipamento. Segundo a Conder, foram gastos cerca de 1,5 milhões na construção do aterro e a sua revitalização custará cerca de R$ 400 mil. A projeção para o uso do aterro é de 15 anos, levando-se em conta o descarte de 66 toneladas de lixo por dia. Porém, a ativação do equipamento precisa primeiramente passar pela liberação de licenciamentos ambientais.(Magno Jouber)
A secretária de Meio Ambiente de Valença, Ana Paula, reconheceu um aterro sanitário para Valença é de primordial importância, pois o lixão do Orobó, local de descartes do lixo do município, encontra-se com a sua capacidade exaurida. "Precisamos entender que ali existem pessoas que sobrevivem do lixo, temos um rio e muita degradação". Também, sobre a sugestão de um novo aterro, feita pelo Codema, a Conder disse que isso agora só seria possível através de um consórcio entre os municípios da região. "Acho complicado administrar um aterro consorciado. E que um Programa de coleta seletiva precisa existir no Município, reduzindo a quantidade de lixo para o aterro e consequentemente aumentando a sua vida útil e também gerando inclusão sócio-produtiva dos catadores do atual lixão com qualidade de digna de trabalho".
vereador Reginaldo Araújo, destacou o trabalho dos vereadores em relação ao meio ambiente, inclusive com a aprovação de projetos importantes para o setor. Em um momento de discussão acalorada, o vereador perguntou aos membros do Codema qual a sugestão do destino final de descarte dos resíduos do município. Também o vereador ponderou que o aterro seja colocado imediatamente em funcionamento e que um novo local comesse a ser pensado para a construção de um novo equipamento. As justificativas da Conder para a escolha do local do aterro sanitário de Valença seriam a proximidade do centro urbano e estrada em condições ideias de uso. Segundo Clériston Oliveira, chefe da Unidade de Projetos e Controle Ambiental da Conder, todo o projeto foi pensado e a sua execução buscou atender todas as condições para que o equipamento funcione de forma adequada, sem agredir o meio ambiente.
Em 1997, a Caixa Econômica Federal (CEF) lançou um programa com abertura de crédito direcionado a construção de aterros sanitários no Estado da Bahia. Em 1998 foram apresentados dez projetos, um deles para Valença. No primeiro momento o município ficou de fora, mas em uma nova proposta, o aterro sanitário foi aprovado. Segundo Márcia Trócoli, o prazo para a escolha e início da construção do aterro dado a Valença foi de apenas três meses. Em 2003 o equipamento estava com mais de 90% de suas obras concluídas.
Ao final da reunião, os conselheiros do Codema admitiram que a situação do lixo do município é delicada e se comprometeram a cooperar com a Secretaria de Meio Ambiente de Valença e a Conder na busca de soluções. Como sugestão, a Conder orientou aos membros do Conselho que fiscalize a utilização do aterro e denuncie possíveis irregularidades.
A reunião contou com a participação da secretária de Meio Ambiente de Valença, Ana Paula SouSa Pereira; Cláudia Santos da Silva, presidente do Codema, Carlos Oliveira, tesoureiro. Representando a Conder estavam lá: Márcia Trócoli, Coordenadora de Resíduos Sólidos; Luciano Alvim, engenheiro civil; Clériston Oliveira, chefe da Unidade de Controle Ambiental; Quize Maia, engenheira sanitarista e Evanildo Brito, urbanista. Também compareceram os vereadores Reginaldo Araújo e Jairo Baptista.


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